quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

OS RUIDOS DO AMOR



Edmar Oliveira

Esses cientistas são mesmos maravilhosos. E loucos. Imaginem agora a nova estratégia para enfrentar a epidemia de dengue. Descobriram (não me perguntem como) que, para o ato do acasalamento, o mosquito macho imprime às suas asas uma velocidade de mais de quatrocentos movimentos por segundo. O bater de asas nessa velocidade descoberta (não me perguntem como mediram) produz um ruído supersônico que atrai a fêmea para a cópula. E, ainda, que as fêmeas não são surdas como se pensara anteriormente (não me perguntem porque se pensou que eram surdas nem a descoberta dos ouvidos de mosquitas). Portanto planejou-se uma guerra contra o mosquito para acabar com o dengue. Modifiquem-se geneticamente os machos para que suas asas não atinjam aquela velocidade necessária para a corte nupcial. Simples, as fêmeas não se interessando pela corte dos machos, não há reprodução do agente que carrega o vírus do dengue.
Vamos ter mosquitos machos esbaforidos, tentando ligar as turbinas para disparar o movimento das asas e nada acontece. Já consigo imaginar um mosquito desolado, sentado na beira da cama e falando pra mosquita: - isso nunca me aconteceu antes!
Tenho aqui a impressão que esses cientistas e seus inventos maravilhosos são uns tarados que ficam bolando planos de vingança contra a natureza. Tem forma mais perversa de atacar os mosquitos? Logo na sexualidade? Não era mais fácil fazer uma modificação genética para que os mosquitos não tivessem ferrão ou que o ferrão fosse enfraquecido para não picar as vítimas. Eu, por escolha, não desejo que os mosquitos não trepem, não quero é que eles me piquem...

Um comentário:

Sandra Chaves disse...

É a perversidade humana...ou não trepam , ou são eletrocutados a raquetadas ! Ambas práticas bastante ultrapassadas.
Adorei! Texto e ilustração.