O TEMPO DA POESIA
Para Graça Vilhena
Não há magia alguma
Os verbos passeiam nas veias
Em um tempo pretérito mais que perfeito
Cantam rosas agônicas
Derramando lágrimas românticas
Dos mais antigos sonetos
O poema não dá trégua
Ocupa as horas mais insuspeitas
E se faz presente sem aviso
Às vezes é cansativo
Esse dispor que ele impõe
Ao corpo sedento de repouso
Mas quando acaso se ausenta
Numa sensação de abandono
Deixa um vazio que preenche tudo
(Climério Ferreira)
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desenho: Amaral
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desenho: Amaral
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