quinta-feira, 27 de novembro de 2008

o homem e a faca

Edmar Oliveira

O homem tinha pra lá de medo do riscado da faca. O outro era valente de aventurança sertaneja. Onde a peleja importa o tino, o desafio. Não se fia por nada de motivos da política. Antes fosse amizade. Se macaco ou se soldado, importava primeiro a valentia que o lado de se posicionar na contenda. E de quem fosse amigo sincero nas armas de matar inimigo, que inimigo é contraponto pro amigo. O sincero, o querer bem de gostar como irmão fosse de sangue. Mas muito se fazia depender da convivência que até irmão de sangue vira pra outra banda. E quem tivesse na outra banda tava na ponta da faca. O outro era assim altaneiro e cabra de valentias testadas. O homem é que era morredor. E aí já perdeu a briga...

Um comentário:

José Henrique Nogueira disse...

Muito bom Edmar!
Adorei a narrativa. Flui, encaixa palavra com palavra dando vontade de prosseguir.
Abraço
JH