Edmar Oliveira
para Patrícia Schmid
Uma das coisas mais intrigantes para um agnóstico (serei eu?) é o que costumamos chamar de coincidência. Falo em agnóstico na concepção primária de Huxley, quer dizer, em alguém que ACREDITA que a existência de um poder superior (leia-se Deus) nunca foi e nunca será resolvida para a humanidade. (Dentro de mim Ele já não existe desde o começo do Universo, compreendes Senhor das Verdades?). Pra mim Ele não existe, mesmo que coincidentemente venha a encontrá-Lo. Pois bem, a coincidência é coisa de ser superior, tal qual o acaso. Acaso existe Deus?
Deixemos o raciocínio teológico para voltarmos ao tema desta crôn
Agora, raciocinemos assim: o homem é um bicho tímido, não se expõe muito as relações sociais, não é dado a construções de amizades, a não ser três doses acima do normal. Experimente três doses da bebida de sua preferência. E aí, coincidentemente, você vai achar o mundo todo legal e não vai, ensimesmado, provocar reações hostis. Coincidentemente um homem razoável precisa de três doses acima para que o pessimismo se dissipe. Um brinde à necessidade humana do álcool. Com moderação, né não, senhor Temporão?
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