quinta-feira, 30 de julho de 2009

SEM SERVENTIA

Edmar Oliveira




Desde o princípio a fecundidade se fazia pelo masculino na fertilidade, no totem e no tabu. Desde as primeiras inscrições rupestres o homem da caverna destacava o pênis como símbolo da reprodução da vida. Freud criou quase que toda sua teoria em torno dele. A herança se organizou pelo masculino e possuir mulheres era a certeza da prole na transmissão do patrimônio. E assim se constituía o mundo com desvios machistas da pior qualidade. Mas era assim e não assado a organização jurídica, executiva e judiciária. As mulheres brigaram pelo voto, queimaram o sutiã em praça pública, galgaram profissões antes masculinas e partiram para a igualdade com os homens, até lhes suplantando em várias frentes. Mas nós, machos, ainda tínhamos o princípio da organização da vida com a nossa participação XY, com a qual éramos fazedores de homens e mulheres com o XX delas.





Mas os cientistas vivem de sacanagem – e aqui pra mim foram as cientistas – e fizeram, em laboratório, qualquer célula tronco (deles ou delas) produzirem o espermatozóide! Já não é da nossa exclusividade esse mistério que nos faziam importantes diante delas. Daqui a muito pouco tempo – anunciam – o esperma masculino não será necessário para produzir a vida.





Eu não sei como ficam Freud, a igreja, a organização civizatória das teorias sociológicas, com essa novidade escandalosa. Eu, que já dobrei o Cabo da Boa Esperança, mas ainda provo das especiarias, já fiz minha parte na responsabilidade dos meus filhos. Mas eles ou meus netos, os masculinos, vão se sentir um pouco sem serventia num futuro próximo...

Um comentário:

Ana Cecília disse...

Homens! vibrador é frio, e não dá beijo na boca... apenas aprendam a amar suas mulheres...
Parece fácil vcs se desimplicarem dessa maneira, não?