domingo, 13 de dezembro de 2015

No caminho com Maiakóvski



"[...]
Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

[...]"




3 comentários:

PauloTabaTinga disse...

essa é de Eduardo Alves Costa.

PauloTabaTinga disse...

Eduardo Alves da Costa

Samuel Farias Filho disse...

´HÁ UMA CONTROVÉRSIA SOBRE A AUTORIA DO POEMA, SE ´pE DE MAYACOVSKI OU NAO