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Desenho: Ciro de Uiaruna |
O sertão
areia em minha boca
Gosto amargo
de fel no coração
Uma enxada
na terra gleba pouca
E não é
minha a minha plantação
O sertão é
joelho no lajedo
E tirar o
chapéu para o patrão
Não poder
falar suor e medo
De encontrar
barata no gibão
O sertão
veredas no caminho
Por desvios
de morte e solidão
Uma agreste
ferida de punhal
O sertão servil ser tão mesquinho
Já não posso
aguentar esse surrão
Nas minhas
costas vou pro litoral
(Geraldo Borges)
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