domingo, 8 de outubro de 2017

A BATALHA DE OLIVEIROS COM FERRABRÁS


Trecho de SITIADO:

Os heróis atravessaram o rio que separava as
terras já conquistadas pelos cristãos e as terras dos infiéis
do Maranhão. Nas terras de Mormionda a muralha dos
castelos dos infiéis tremia sob os cascos dos cavalos do
exército de Carlo Magno e seus Doze Pares de França.
A batalha derradeira aconteceria na tomada do castelo
defendido por Ferrabrás. Catapultas do exército de Carlo
Magno ativavam bolas de fogos sobre as muralhas do
castelo. Gigantes aríetes eras arrastados por fortes homens
e a cabeça do carneiro, desenhada na ponta da gigantesca
árvore, facilmente colocava abaixo a porta do castelo.
Homens armados de elmos e espadas invadiram o castelo
e travavam sangrentas batalhas de corpo a corpo contra
os infiéis. Roldão se encarregou de travar combate com
o temível Ferrabás, o filho do almirante Balão. Oliveiros
combatia bravamente, ao mesmo tempo, contra todo um
pelotão do exército dos infiéis. Teodoro se esgueirava entre
as ruelas do interior do castelo e via homens de turbantes
tomados de bexigas da varíola, perdendo membros
destroçados pela peste. Um pestilento tombou por cima de
Teodoro e sussurrou que ele estava na trincheira errada.
Enquanto tinha medo de contrair a varíola do pestilento que
estava por cima do seu corpo e já sem vida, Teodoro assistia
a luta heroica de Roldão e sua espada Durindanda contra
Ferrabrás nos seus trajes sarracenos. Ao mesmo tempo que
Oliveiros brandia sua espada Alta Clara contra o pelotão
de infiéis que morriam atravessados pela lança do bravo
cavaleiro. Enquanto o pelotão mouro sucumbia aos golpes
de Oliveiros, Roldão obrigava Ferrabrás a converter-se à
fé cristã. Os gritos dos mouros que habitavam o Maranhão
eram ensurdecedores. Os infiéis zombavam dos cristãos.
Um maranhense com sotaque de carcamano gritava: “seus
ceroulas, a batalha está perdida”. Não sabia quem ia
ganhar aquela guerra.

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